Compramos todas nossas passagens de trem pelo app Omio, foi bem tranquilo. O Trem foi da cia Ceske Drahy as 11:04 (pontualmente), e foram 6h48 de viagem até Praha (praga). As cabines são do tipo trem do Harry Potter, para 6 pessoas por cabine. Primeiro sentamos junto com mais um sr. e uma moça. Mas depois vi que tinham cabines totalmente vazias no vagão, então trocamos. Se alguém precisasse voltaríamos para a nossa.
Estações termoelétricas
Rio Elba
População do país (República Tcheca): Cerca de 10,9 milhões de habitantes. São Paulo (capital) tem 12 milhões.
População da cidade (Praga): Cerca de 1,4 milhão de habitantes.
População da região metropolitana: Cerca de 2,7 milhões de habitantes. Um pouco mais que Fortaleza CE.
Área do país: 78.866 km2. Um pouco menor que o estado de Santa Catarina (95.700 km2).
Idioma Oficial: Tcheco (čeština)
Praga, a deslumbrante capital da República Tcheca, é conhecida mundialmente como a "Cidade das Cem Cúpulas" e considerada um dos corações culturais e históricos mais preservados da Europa Central. Erguida às margens do Rio Vltava, a cidade floresceu na Idade Média como a próspera capital do Reino da Boêmia e sede do Sacro Império Romano-Germânico, conseguindo a façanha de passar quase intacta pelas destruições das duas grandes guerras mundiais. Essa impressionante preservação legou ao mundo um centro histórico que é Patrimônio Mundial da UNESCO, onde se fundem de forma harmoniosa os estilos gótico, barroco e art nouveau em monumentos icônicos como a Ponte Carlos, o imponente Castelo de Praga e o Relógio Astronômico medieval na Praça da Cidade Velha. Hoje, a capital tcheca une perfeitamente sua atmosfera romântica e suas lendas de alquimistas a uma vibrante vida cosmopolita, famosa por sua culinária reconfortante e por produzir algumas das melhores e mais tradicionais cervejas do planeta.
Perto das 18h, descemos na estação Praha-Liben, no bairro Praha 9, pertinho do apartamento que reservamos. O prédio mais moderno, apesar de a anfitriã ter dito que não era tão novo. O apartamento muito bom, grande, confortável, com cozinha bem completa e máquina de lavar roupa, que nos ajudou muito.
Acomodados, deixamos as coisas no apartamento e atravessamos a rua para ir ao shopping Galerie Harfa, que tem um mercado Albert. Fizemos umas compras de coisas para o café da manhã dos dois dias e mais outras coisinhas.
Acho até que nos empolgamos hehe Mas compramos algumas coisas que iríamos usar na viagem toda ainda, como sal, pimenta, café etc tudo que está ali na mesa deu EUR 17, só...
Comemos no apartamento mesmo, a Mi fez a sopa dela e eu comi pão com tudo que tinha direito. Aproveitamos para colocar as roupas para lavar.
Mais um dia que andamos bem, foram 9km.
Sábado, dia 11abr, acordamos cedinho, tomamos nosso café e fomos passear. Pegamos o metro, a estação ficava 450m do apatamento, descemos na estação Museum, já perto do centro, numa grande avenida, perto do Museu Nacional de Praga e da Av. Wenceslas.
Império de Samo e Grande Morávia (Tribos Eslavas): Século VII – Século X
Ducado e Reino da Boêmia: Século X – 1526
Império Habsburgo / Austro-Húngaro: 1526 – 1918
Primeira e Segunda República da Checoslováquia: 1918 – 1939
Protetorado de Boêmia e Morávia (Ocupação Nazista): 1939 – 1945
República Socialista da Checoslováquia (Bloco Soviético): 1948 – 1989
República Tcheca (Pós-Dissolução da Checoslováquia): 1993 – Presente
Seguimos andando e margeando o rio Vltava, sentido cidade velha.
Até chegarmos na Ponte Carlos, Karlův most. Percorremos toda ela observando as diversas (30) e enormes estátuas, barrocas da lateral.
Depois voltamos e continuamos ao centro. Praga impressiona pelos prédios, esculturas, história.
A Ponte Carlos (Karlův most), encomendada pelo imperador Carlos IV no século XIV para cruzar o Rio Vltava, é o monumento mais icônico de Praga.
Famosa por suas imponentes torres góticas nas cabeceiras e pelas trinta estátuas barrocas de santos que adornam suas laterais, com destaque para a de São João Nepomuceno, cujo pedestal os turistas tocam em busca de boa sorte.
Unindo a Cidade Velha (Staré Město) ao bairro histórico de Malá Strana (Cidade Baixa), a ponte funciona como um vibrante museu a céu aberto onde se concentram artistas, músicos e artesãos.
O famoso Relógio Astronômico de Praga (Orloj) fica localizado na Praça da Cidade Velha (Staroměstské náměstí), o coração histórico e político da capital tcheca desde o século XI. A história do relógio, instalado em 1410 na parede da antiga Prefeitura, é cercada de genialidade e lendas sombrias: construído pelo mestre relojoeiro Mikuláš de Kadaň e aperfeiçoado no final do século XV pelo mestre Hanuš, o mecanismo era tão avançado para a época que, reza a lenda, os conselheiros da cidade mandaram cegar Hanuš para que ele nunca mais repetisse a façanha em nenhum outro lugar do mundo (como vingança, ele teria tocado nas engrenagens, parando o relógio por décadas). Além de marcar as horas, o Orloj exibe a posição do Sol e da Lua no zodíaco e, a cada hora certa, atrai multidões para assistir ao "Cortejo dos Apóstolos", um espetáculo mecânico onde figuras dos doze apóstolos desfilam por duas janelas, enquanto estátuas laterais que representam a Vaidade, a Ganância, a Luxúria e a Morte — esta última puxando uma corda e balançando uma ampulheta — lembram os espectadores sobre a brevidade da vida.
Paradinha para café era a cada hora... além do prazer dos lugares que paramos, aproveitava para ir no banheiro.
Fomo fazer um tour guiado, chamado Prague Underground and Ghost Tours. Apesar de eu ter outra ideia do que realmente foi (imaginei algo tipo as catacumbas de París), foi interessante.
A visita vai entrando em prédios centenários, privados, que fizeram a história da cidade. Descemos aos níveis subterrâneos medievais (antigos andares térreos dos séculos XII a XIV que foram "enterrados" e viraram porões quando o nível da cidade foi elevado para evitar enchentes).
Durante o final do século XVI e início do XVII, Praga transformou-se na capital mundial da alquimia e do ocultismo graças ao imperador Rodolfo II do Sacro Império Romano-Germânico, um monarca excêntrico que transferiu sua corte para o Castelo de Praga e financiou mentes brilhantes, charlatões e astrônomos de toda a Europa. Obcecado pela busca da Pedra Filosofal, do Elixir da Vida Longa e da transmutação de metais comuns em ouro, o imperador transformou a cidade em um laboratório a céu aberto.
Na praça da cidade velha tinha uma feira, daquelas com muitas coisas boa para comer e beber.
Pedimos um porco de rolete e um prato típico (que depois soubemos ser eslovaco), Halušky s kysaným zelím a slaninou, um nhoque de batata com chucrute e bacon.
Também experimentamos um Trdelník. Feito com uma massa de pão doce espetada em um rolo de madeira ou metal que gira sobre brasas de carvão até dourar; depois de assado, o cone oco é recheado.
Quando foi umas 16h voltamos para o apartamento, nesse dia andamos somente 18km :) Antes paramos no mercado Albert e compramos um macarrão para fazer no apartamento.
Dia 12abr, domingo, frio, céu meio nublado, depois do café voltamos para o centro, muitas coisas ainda para serem vistas na encantadora Praga.
Nesse dia usamos também o transporte público de Praga, que funciona tão bem quanto o da Polônia. Pegamos tram e depois ônibus para o Distrito do Castelo de Praga.
A primeira visita foi ao Mosteirok Strahov, para conhecer a biblioteca, que é considerada uma das mais lindas da Europa.
O Distrito fica em uma colina, que além de linda dá uma vista privilegiada do centro velho de Praga.
O mosteiro fica na parte mais alta do Distrito, então fomos primeiro lá, curtindo a maravilhosa vista.
Fundado em 1143 pela ordem dos Premonstratenses, o Mosteiro de Strahov, em Praga, é um dos complexos arquitetônicos e religiosos mais antigos da República Tcheca, sobrevivendo a incêndios, guerras e ao regime comunista.
O maior tesouro do mosteiro é a sua mundialmente famosa Biblioteca de Strahov, que abriga mais de 200 mil volumes e manuscritos medievais raros, divididos em duas salas monumentais de tirar o fôlego: o Salão Teológico, de estilo barroco, decorado com afrescos detalhados que celebram a sabedoria divina e equipado com uma coleção histórica de globos astronômicos, e o Salão Filosófico, de estilo neoclássico, impressionante por suas estantes altas de nogueira que sobem até um teto ricamente pintado retratando a evolução espiritual da humanidade.
Logo depois na saída me deparei com uma surpresa, a cervejaria do mosteiro. Aproveitamos para comer alguma coisa e tomar uma das cervejas produzidas ali. Pedimos terrine, que era muito parecido com a zilze alemã, estava uma delícia.
A Klášterní Pivovar Strahov (Cervejaria do Monastério de Strahov) é uma das cervejarias históricas mais famosas e charmosas de Praga. Com registros de produção de cerveja que remontam ao século XIII (por volta de 1400), o espaço passou por séculos de fechamentos e reconstruções até ser totalmente restaurado no ano 2000, funcionando hoje como um restaurante e microcervejaria artesanal que atrai amantes da bebida do mundo inteiro. O grande destaque da casa é a sua linha de cervejas próprias chamadas Svätý Norbert (São Norberto), produzidas seguindo receitas tradicionais que incluem desde a clássica Amber Lager e a Dark Beer até IPAs sazonais de altíssima qualidade.
Um pouco mais abaixo da colina o Castelo de Praga, muito grande, surpreendente.
No trajeto já vemos vários palácios, fora dos muros, que por si só já são monumentais. Aí vem o portal de entrada, uauuu!
Optamos pelo ingresso padrão, sem os museus. E já foi difícil de ver tudo, é muito muita coisa.
O Castelo de Praga (Pražský hrad), fundado no século IX e listado pelo Guinness Book como o maior complexo de castelos antigos do mundo, estende-se por uma área de mais de 70 mil metros quadrados no topo da colina de Hradčany e serve como o coração histórico, político e espiritual da República Tcheca, tendo sido a antiga sede dos reis da Boêmia, de imperadores do Sacro Império Romano-Germânico e, atualmente, a residência oficial do presidente do país. Longe de ser apenas uma fortaleza de estrutura única, o complexo funciona como uma verdadeira cidadela fortificada que preserva joias arquitetônicas de múltiplos estilos que cruzam milênios, incluindo a monumental Catedral gótica de São Vito — onde estão guardadas as joias da coroa —, a Basílica românica de São Jorge, opulentos palácios barrocos e o pitoresco Beco do Ouro com as suas casas coloridas de antigos alquimistas, atraindo milhões de visitantes que cruzam os seus pátios históricos para testemunhar o maior símbolo da identidade e soberania nacional tcheca.
Adoro gárgulas...
As gárgulas são elementos arquitetônicos esculpidos, geralmente em forma de criaturas grotescas, monstros, animais ou figuras humanas caricatas, que ganharam enorme destaque nas catedrais góticas da Idade Média. Sua função principal era estritamente prática e de engenharia: servir como calhas ornamentadas para projetar a água da chuva para longe das paredes e das fundações dos templos, protegendo a pedra da erosão. Contudo, essas esculturas carregavam um profundo simbolismo espiritual e psicológico para a sociedade medieval, atuando tanto como "espantadores de demônios" — guardiãs que afugentavam os maus espíritos para fora das áreas sagradas — quanto como representações visuais do inferno e do pecado, servindo de alerta moral para os fiéis analfabetos que entravam na igreja.
Depois de andar por todo o complexo, voltamos na Catedral para entrar, quando chegamos tinha uma fila que estava dando a volta. Valeu muito pegar ainda um pouco de fila... A nave da igreja é uma das maiores que já vimos, acho que perde somente para a Basílica de San Pietro no Vaticano.
A nave da Catedral de São Vito impressiona, possui uma altura interna monumental de 33 metros, o que equivale a um prédio de aproximadamente 11 andares, sustentada por imponentes pilares de pedra e coroada por uma belíssima abóbada de cruzaria gótica, e cercada por magníficos vitrais.
No caminho para pegar o tram de volta paramos em uma Taverna que tínhamos anotado, de um video que vimos a muito tempo no youtube. Dizia ser uma experiência diferenciada. Sempre cuidamos para não entrar em "pega turistas", mas esse foi realmente uma ótima indicação.
Krčma U krále Brabantského, (Taberna do Rei de Brabante), é uma das tavernas mais antigas da Europa, funcionando continuamente desde 1375. Famoso por ter sido o refúgio onde reis disfarçados (como o próprio imperador tcheco Venceslau IV), carrascos da cidade (como Jan Mydlář), escritores célebres e alquimistas lendários se misturavam ao povo para beber cerveja. Cercada por túneis subterrâneos que outrora serviam de rota de fuga secreta em direção ao castelo, a taberna mantém viva a sua essência medieval através de salões escuros iluminados apenas por velas, e crânios decorativos nas paredes.
As fotos não ficaram nada boa, pois a iluminação lá é bem fraca, para manter o ambiente.
Pedimos uma tábua de carnes, que veio porco, frango e linguiças. E para comanhar uma cidra e uma cerveja também da casa. E pela história do lugar, o valor foi muito justo.
Retornamos ao centro para passear mais um pouco.
Paramos de novo na Ponte Carlos para bater uma foto "clone", daquela feita pelo grupo Depeche Mode em 1988, ainda na antiga Tchecoslováquia comunista, onde realizaram um show lendário no pavilhão esportivo de Praga que quebrou as barreiras da Cortina de Ferro.
A estátua é a de São Luitgarda (Socha svaté Lutgardy), esculpida em 1710 pelo mestre barroco Matyáš Bernard Braun. A escultura retrata o momento místico em que a santa cega tem uma visão de Jesus Cristo na cruz, que se inclina para que ela beije suas chagas e cure suas dores.
Mas ainda tinha muita coisa para esse dia bem aproveitado.
No dia anterior tentamos, sem sucesso, comprar ingressos para visitar o Klementinum. Então logo de manhã na primeira hora que abriu fomos lá de volta e conseguimos ingressos para as 17h, tour guiado em Italiano.
Então matamos um tempo pelo centro, tomamos mais um café e depois fomos para a entrada aguardar o tour.
Nosso tour era o da biblioteca barroca e a torre astronômica.
O Klementinum é um dos maiores e mais impressionantes complexos arquitetônicos da Europa, localizado no centro histórico de Praga, fundado originalmente no século XI como uma capela dedicada a São Clemente e transformado no século XVI num colossal colégio jesuíta que rivalizava em tamanho com o próprio Castelo de Praga. O maior tesouro deste complexo barroco é a sua mundialmente famosa Biblioteca Barroca, inaugurada em 1722, que deslumbra os visitantes com os seus afrescos originais no teto que celebram a ciência e a arte, a sua coleção de globos astronómicos e geográficos históricos, e milhares de volumes teológicos raros preservados em estantes de madeira nobre. Além da biblioteca, o Klementinum abriga a Torre Astronómica, onde cientistas lendários como Johannes Kepler realizaram estudos fundamentais e onde se registam dados meteorológicos diários de forma contínua desde 1775.
E assim terminamos o longo dia, incasáveis, 14km e muita, mas muita memória criada.