Capital da República Eslovaca (Slovenská republika), situada na tríplice fronteira com a Áustria e a Hungria, cortada pelo Rio Danúbio. Conhecida historicamente pelos nomes de Pressburg (em alemão) e Pozsony (em húngaro) devido aos séculos em que funcionou como o principal centro de coroação dos reis do Reino da Hungria sob o domínio da dinastia Habsburgo.
População do país (Eslováquia): Cerca de 5,4 milhões de habitantes. Equivale a cidade do Rio de Janeiro.
População da cidade (Bratislava): Cerca de 480 mil habitantes.
Área do país: 49.035 km2. Metade de SC.
Idioma oficial: Eslovaco (slovenčina)
Tínhamos três opções para ir até a Bratislava de Viena, todas com praticamente o mesmo tempo de viagem, 1h, de trem que custaria cerca de €12,30, de barco pelo Rio Danúbio €34,00 e ônibus €7,00. Mas o que avaliamos mais foi a praticidade e horários disponíveis. Acabamos optando pelo bus das 8h50, da RejioJet também, comprado pelo Omio.com
Engraçado foi ver o motorista antes da partida tratando o pessoal, mais grosso que dedo destroncado, padrão por lá.
O bus muito bom, inclusive com internet a bordo.
Celtas: Século II a.C. – Século I a.C.
Romanos: Século I d.C. – Século IV d.C.
Povos Eslavos (Império de Samo / Grande Morávia): Século V – Século IX
Reino da Hungria: Século X – 1526
Império Habsburgo / Monarquia de Habsburgo: 1526 – 1867
Império Austro-Húngaro: 1867 – 1918
Primeira República da Checoslováquia: 1918 – 1939
Estado Eslovaco (Influência Nazista): 1939 – 1945
Regime Comunista (Bloco Soviético): 1948 – 1989
República Eslovaca (Dias Atuais): 1993 – Presente
Chegamos 10h na simpática Bratislava! Descemos as margens do Danúbio, terceira capital da viagem banhada por esse maravilhoso rio (as outras foram Praga, Viena).
O centro é muito pequeno, pequeno mesmo, entramos na Praça Hviezdoslavovo, que é toda arborizada e vai em sentido ao Teatro municipal e uma das entradas do centro histórico, muito agradável, várias sorveterias e bancos para curtir o local.
Fomos até a Hlavné námestie, a Praça Principal da capital, que é dos anos de 1200... uau! Depois passamos pelo Portão de São Miguel, Michalská brána, a única porta antiga medieval de entrada da cidade (ano 1300, depois em 1758 ganhou a cúpula).
Em todos os cantos se vê a presença dos Habsburgos, pricipalmente de Maria Theresa.
Na colina a vista do Castelo de Bratislava, Bratislavský hrad
A origem do castelo é ainda no século IX, como uma fortaleza e uma basílica cristã, a imperatriz Maria Teresa da Áustria, que amava a cidade, expandiu o castelo e financiou a construção de palácios barrocos monumentais que até hoje embelezam o centro histórico.
Depois de passear pelos jardins do Castelo, voltamos para o centro.
No caminho passamos pelos muros antigos da fortaleza, que anexo se encontra a Catedral de São Martinho (Dóm svätého Martina) de 1311, famosa por ter sido a igreja oficial de coroação do Reino da Hungria.
Entre 1563 e 1830, 11 reis e 8 rainhas da dinastia Habsburgo foram coroados ali.
Paramos em um restaurante ao lado da praça principal, daqueles que a maior parte das mesas ficam na calçada, meio desconfiados para ver se não era do tipo pega turista. Pedimos uma cerveja e para comer um joelho de porco, que pela foto do cardápio aparecia somente o joelho, então pedimos também um spetzle com molho de queijos.
Quando chegou a comida começamos a rir, pois servia uma família toda certamente. O joelho era gigante, e quase nada de osso, fantástico, muito suculento e bem temperado. Também, veio raiz forte e mostarda, típico na nossa região de Blumenau. O spetzle também estava soborozissímo. Olha que me esforcei, mas não conseguimos comer tudo, nem o joelho todo, pecado!
Nosso bus de volta era as 17h50, e era nem 13h, e já tínhamos visitado toda a Bratislava hehe então pesquisei o que tinha por ali perto e encontramos um achado, o Castelo de Devín. Pegamos na beira do Danúbio, um bus até p castelo, uns 30 minutos.
Erguido no topo de uma imponente falésia rochosa de 212 metros de altura, o Castelo de Devín (Devínsky hrad) é uma das fortalezas arqueológicas mais antigas da Eslováquia, localizada exatamente no ponto estratégico onde o Rio Morava deságua no majestoso Rio Danúbio. Palco de séculos de história que remontam aos impérios Romano e da Grande Morávia, e serviu como fronteira vigiada da Cortina de Ferro durante a Guerra Fria. foi dinamitado pelas tropas de Napoleão Bonaparte em 1809.
A Torre da Donzela (Panenská veža), uma pequena torre sineira solitária que parece equilibrada perfeitamente no topo de uma agulha de rocha isolada.
A lenda local conta que nobres donzelas eram presas ali por seus pais para evitar casamentos proibidos, e muitas acabavam pulando para a morte nas águas do rio por amor.
Retornamos de bus para o centro e fomos matar um tempo, pois ainda tinha quase duas horas até o bus de volta para Viena.
Primeiro fomos até a praça arborizada e pegamos um gelato, sentamos e ficamos por lá vendo a rotina do pessoal. Saímos de lá e atravessamos a ponte que achamos ser a principal, é a maior, Most Lanfranconi. Interessante ela ter uma passarela coberta pela pista, o que ajudou pois naquele momento estava chovendo um pouco.
Do outro lado entramos em centro comercial que tem um Mc Donalds, para matar um tempo e principalmente usar o banheiro.
O retorno foi bem tranquilo, chegamos em Viena antes das 19h.
Pelo que vimos na Bratislava, a Eslováquia certamente deve ter outros lugares fantásticos, então acho que precisaremos voltar outra hora, de carro para percorrer outras regiões.