Deixamos Kotor e seguimos pelo litoral, por um pequeno trecho por uma estrada ainda mais perto do mar, a 516, passando por outras aduanas. Depois perto do aeroporto voltamos para Rodovia Adriática, D8, até Dubrovnik, apreciando as paisagens do Adriático a cada curva.
Império Romano (Províncias de Ilíria e Dalmácia): Século I a.C. – Século V d.C.
Reino da Croácia (Eslavos do Sul): 925 – 1102
União Pessoal com o Reino da Hungria: 1102 – 1526
Império Habsburgo / Austro-Húngaro: 1527 – 1918 (com a costa sob controle da República de Veneza até 1797)
Reino dos Sérvios, Croatas e Eslovenos (Reino da Iugoslávia): 1918 – 1941
Estado Independente da Croácia (Regime Fantoche Fascista): 1941 – 1945
República Socialista da Croácia (Iugoslávia Comunista): 1945 – 1991
República da Croácia (Dias Atuais): 1991 – Presente
Fundada no século VII por refugiados romanos que fugiam das invasões bárbaras, é conhecida historicamente como a República de Ragusa. Consolidou-se entre os séculos XIV e XIX como potência comercial marítima no Adriático que evitava guerras e rivalizava com Veneza. Superou um terremoto catastrófico em 1667, sendo totalmente reconstruída no deslumbrante estilo barroco atual, e sobreviveu às invasões napoleônicas antes de integrar a Iugoslávia. Em 1991, foi bombardeada durante a Guerra de Independência da Croácia e depois minuciosamente restaurada.
População do país (Croácia): Cerca de 3,8 milhões de habitantes. Equivale à população de duas Curitiba.
População da capital (Zagreb): Cerca de 760 mil habitantes. Equivalente à população de Campo Grande (MS).
Área do país: 56.594 km². Tamanho da Paraíba.
Idioma oficial: Croata (hrvatski)
Seguimos para o apartamento alugado perto das 15h, pela parte alta da cidade, passando por baixo da ponte Most dr. Franja Tuđmana, cartão postal da cidade. Chegamos no estacionamento que ficava bem em frente a porta do ap, até tudo bem. Os problemas começaram quando entramos... cheiro de mofo, muita poeira, restos de comida embaixo do móvel da cozinha, banheiro cheirando a urina. Que desagradável, 20 dias viajado e tudo muito bom, e justo ali essa decepção.
Como já era tarde, 15h e queríamos ir curtir a cidade, deixei para mandar uma mensagem para o booking quando voltássemos.
Comemos o resto do Cevapi com um pão rechaedo que não recordo o nome, e depois saímos a pé.
Um bom trajeto de escadarias até chegarmos na cidade velha. Não preciso comentar que tudo que desce, depois tem que subir né.
Fortaleza de Lovrijenac
Torre Minčeta
A Fortaleza de Lovrijenac (A Fortaleza Vermelha), empoleirada em um penhasco de 37 metros de altura fora das muralhas, essa fortaleza medieval serviu de cenário para a série Game of Thrones, como o coração do poder da família Lannister. A baía logo abaixo dela também foi o cenário da épica Batalha da Água Negra (Blackwater Bay).
A Torre Minčeta (A Casa dos Imortais): O ponto mais alto das muralhas de Dubrovnik foi o cenário onde Daenerys procura por seus dragões roubados na misteriosa House of the Undying.
O grande símbolo e o coração da identidade de Dubrovnik são as suas monumentais muralhas medievais. Construídas e reforçadas continuamente entre os séculos XII e XVII, estas fortificações de pedra calcária abraçam completamente o centro histórico, estendendo-se por quase 2 km e atingindo até 25 metros de altura. O complexo amuralhado, composto por imponentes torres, baluartes e fortalezas destacadas, foi desenhado de forma tão perfeita que nunca foi invadido por nenhum exército inimigo ao longo de toda a Idade Média.
Entramos pelo portão principal, a Porta de Pile, que já chega na Fonte de Onófrio e a rua principal que corta a cidade de ponta a ponta, a Stradun (ou Placa), uma rua de pedra calcária tão polida pelos séculos e pelos passos dos viajantes que brilha como se estivesse molhada. Ao final fica o Palácio do Reitor, que era o governante da cidade eleito com mandato de apenas um mês.
Interessante é que, o que é gótico/renascentista (como o Palácio Sponza) sobreviveu ao terremoto; o que é puramente barroco (como a Catedral e São Brás) foi reconstruído depois da tragédia de 1667.
A partir da segunda temporada da série Game of Thrones (GoT), a cidade fortificada foi escolhida para ser o cenário principal de Porto Real (King's Landing), a capital dos Sete Reinos.
A Escadaria de Jesuítas com seus belíssimos degraus barrocos em frente à Igreja de Santo Inácio foram o palco da Caminhada da Vergonha, da personagem Cersei Lannister.
Um problema causado pela febre do GoT é que muitas coisas se supervalorizaram, saindo do viável. €40 por pessoa para andar em cima de metade dos muros, absurdo. Outros €30 para subir o teleférico.
Bom, como estávamos de carro, peguei a estradinha que vai até o topo do Monte Srđ, que o topo fica a 412m.
Ali em cima fica, além do teleférico, um restaurante e um Forte Imperial, construído originalmente por Napoleão Bonaparte no início do século XIX.
A vista da cidade é impactante, ficamos um bom tempo por lá para tirar uma fotos bem legais.
Interessante ver de cima o que percorremos tudo lá por baixo.
Até pesquisamos para saber se valia a pena o restaurante ali de cima, mas não eram tão boas avaliações em relação aos preços.
No caminho também tinha um restaurante bem conceituado, mas a comida não era a típica croata, então também não achamos um bom custo-benefício.
Voltamos e fomos para outro lado da cidade, onde vi no mapa que tinha vários restaurantes, o bairro Lapad. Acertamos em cheio, que lugar legal.
Tem uma simpática rua central, cheia de bares e restaurantes que vai até a praia, uma baía de águas bem calmas, sensacional.
Pedimos um mix de queijos e embutidos croatas, bom demais, e uma pizza com masa de fermentação natural, também ótima. E claro, cerveja para companhar.
Voltamos para o apartamento, que é até bem estruturado, mas uma pena estar tão sujo. Tínhamos reservado, e pago antecipado, duas noites, então enviei uma mensagem para o booking solicitando que fosse cancelado e reembolsado a segunda noite.
Quando foi 6h da manhã do dia seguinte recebi uma mensagem do proprietário do apartamento, todo mal educado reclamando que mandei mensagem para o Booking, inclusive me chamando de golpista.
Logo depois ele apagou e veio já pedindo desculpas dizendo que não tinha dormido bem etc etc. Resumindo: mesmo eu não querendo ele disse que viria no ap de manhã para devolver em dinheiro as duas noites.
Como ele viria pelas 9h, e já estávamos acordados, pegamos o carro e voltamos lá para Lapad, para tomar café da manhã.
Ah, vale comentar que o café deles é muito bom, na realidade em toda a viagem só tomamos cafés de qualidade. Realmente o bom café é sempre exportado.
Depois voltamos e resolvemos seguir viagem, até porque, além de acharmos Dubrovnik desnecessariamente cara, vimos tudo no dia anterior, que andamos 12km.
Seguimos pela Rodovia do Adriático, mas agora sentido contrário de Kotor, em direção a um novo país... Bósnia e Herzegovina.
Aqui vale uma explicação, para melhor navegabilidade no blog.
Dividi por país as páginas da viagem, mas no caso da Croácia, teve idas e vindas. Chegamos no aeroporto perto de Dubrovinik e já atravessamos de carro para Montenegro. Depois voltamos para a Croácia para ir a Dubrovinik, e depois já atravessamos para Bósnia e Herzegovina. Depois voltamos para a Croácia, visitamos algumas cidades (relatamos mais a baixo) e entramos na Eslovênia, depois retornando a Croácia de novo para devolver o carro em Zagreb.
Tentei escrever o relato de modo que, a ordem das batatinhas não alterasse a maionese, então pode continuar nessa página se quiser, mas sabendo que desse ponto fomos até a Bósnia e Herzegovina e depois retornamos a Croácia.
Retornamos da Bosnia e Herzegovina pela mesma E75 e depois novamente pela Rodovia do Adriático em direção a Split. Muito prazerosa essa estrada, o visual cinematográfico. Primeiro uma região mais verde com grandes lagos, depois vai descendo a serra até chegar ao mar.
Paramos para um café numa praia bem as margens do Adriático, linda. Café na baira da praia, em um bar local.
Um pouco antes de Split, 10km antes do mar, paramos em uma Fortaleza, que além de histórica serviu também de cenário para o GoT. Estacionamos abaixo no morro e fomos visitar, não é cobrado nada, nem o estacionamento.
A Fortaleza de Klis (Kliška tvrđava) é uma fortificação medieval situada em um cume rochoso isolado a cerca de 10 km de Split.e devido à sua posição geográfica inacessível no topo de um penhasco estreito, Klis foi apelidada historicamente de "A Chave da Dalmácia". Quem controlasse a fortaleza, controlava a principal rota de comércio e invasão da região. Com mais de dois mil anos de história (começando como um reduto da tribo ilíria dos dálmatas), a fortaleza foi o centro de combates ferozes durante as invasões otomanas no século XVI. Os Uskoks (guerreiros guerrilheiros croatas) defenderam o local heroicamente contra exércitos turcos massivos antes de a fortaleza finalmente cair e, mais tarde, ser recapturada pelos venezianos.
Ao longo dos séculos, cada império que a dominou expandiu e modificou suas defesas. O resultado é um complexo fortificado em camadas com três muralhas defensivas principais, passagens secretas, uma igreja que já funcionou como mesquita otomana e torres de vigia integradas perfeitamente à rocha nua.
A Fortaleza de Klis serviu de cenário para a cidade de Meereen em Game of Thrones. É ali que Daenerys Targaryen liberta os escravos e crucifica os Mestres na quarta temporada.
A segunda maior cidade da Croácia nasceu e se desenvolveu dentro de um palácio romano de 1.700 anos. Tudo começou no ano de 305 d.C., quando o imperador Diocleciano construiu uma monumental fortaleza de veraneio na costa da Dalmácia para desfrutar de sua aposentadoria. Três séculos mais tarde, após a destruição da vizinha cidade de Salona por invasores bárbaros, a população sobrevivente encontrou refúgio dentro das impenetráveis muralhas do palácio abandonado. Os cidadãos colonizaram a estrutura imperial de forma definitiva, transformando os antigos aposentos em moradias e, ironicamente, convertendo o mausoléu do próprio imperador (conhecido perseguidor de cristãos) na Catedral de São Domnius, hoje a mais antiga do mundo em funcionamento contínuo.
Chegamos em Split já pelas 14h, e fomos direto a pousada. Villa Ana Split, localizada poucos metros do Palácio de Diocleciano, em um prédio histórico do final do séc XIX, construído em pedra Dalmácia. Muito confortável o quarto, um dos mais agradáveis (€60).
Nos organizamos e fmos procurar algo para comer. Estávamos com vontade de comer peixe e frutos do mar, afinal estávamos no litoral. Procuramos no tripadvisor e fomos em um restaurante bem perto do porto.
Demoramos para achar o que foi legal pois pudemos percorrer as ruelas daquela região. Mas, o restaurante foi uma decepção... caríssimo e pratos minúsculos. Pedimos uma porção de ostras, toda diferente nos ingredientes, gostosas, mas ostras pequenas e só três :( e um peixe, menor ainda, e bem maia boca no preparo. Como já dissemos, não acertamos sempre né.
Paciência, vamos andar e conhecer a cidade.
A pérola de Split é o Palácio de Diocleciano, então fomos para lá. Surreal, impressionante, faltam adjetivos para aquele lugar.
Chegamos pela Riva (orla do porto) e entramos pela Porta de Bronze (Brončana vrata), que fica de frente para o porto no Adriático, voltada para o sul, que era usada para descarregar mercadorias. Dá acesso ao Podrumi, complexo de subsolos e porões de pedra, que era usados, acreditem, como depósito de lixo.
Serviram de cenário para os porões onde Daenerys Targaryen trancava seus dragões em GoT.
Seguindo o planejamento urbano militar de Roma, o palácio é cortado por duas grandes ruas principais que se cruzam exatamente no centro, o Cardo (rua norte-sul) conecta a Porta de Ouro ao centro do complexo, e o Decumanus (rua leste-oeste) conecta a Porta de Ferro à Porta de Prata. Essa divisão separava o palácio em duas metades: a metade norte abrigava os quartéis dos soldados, os servos e a guarda imperial; a metade sul era reservada exclusivamente para o uso residencial de Diocleciano, seus templos religiosos e seus aposentos de gala.
O cruzamento do Cardo com o Decumanus é o Peristilo, a praça central do palácio. Trata-se de um pátio monumental a céu aberto, ladeado por colunas de granito rosa trazidas do Egito e arcos de pedra calcária da ilha de Brač.
A esfinge de granito preto de 3500 anos e as colunas de granito rosa também trazidas do Egito.
O mausoléu do imperador (conhecido perseguidor de cristãos), transformado na Catedral de São Domnius, hoje a mais antiga do mundo em funcionamento contínuo.
Porta de Ouro (Zlatna vrata)
Simplesmente incrível andar por Split, nos surpreendeu demais.
Na volta paramos em um mercado e compramos algumas coisas para comer na pousada, e apesar de parecer muquiranisse (um pouco), gostamos bastante disso.
No dia seguinte, 22abr, uma quarta, acordei bem cedo, 6h, e voltei para o Palácio, para fazer umas fotos e vídeos. Tinha praticamente só eu lá, e isso faz uma diferença enorme na imersão.
Não deixem de assistir o vídeo da viagem!
Pegamos o carro e segimos viagem, parando no Kastilac.
Erguido estrategicamente sobre um rochedo marítimo na baía de Kaštela, a cerca de 15 km de Split, o Kaštilac é uma das fortificações renascentistas mais singulares e fotogênicas da Croácia. Construído entre 1529 e 1537 por freiras beneditinas para proteger os camponeses locais das brutais invasões otomanas, o complexo contava originalmente com uma ponte de pedra e uma ponte levadiça de madeira defendidas por uma imponente torre de vigia que sobrevive intacta. Com o recuo da ameaça turca, a fortaleza flutuante transformou-se em um pacato assentamento residencial que segue habitado até hoje.
Foi cenário do GoT, sendo a icônica Cidade Livre de Braavos, onde Arya Stark viveu sua jornada.
De Split até nossa próxima, e muito esperada, parada do dia, Plitvička Jezera, deixamos o litoral e começamos a cruzar o coração montanhoso da Croácia. Esse trajeto corta duas das cadeias de montanhas mais importantes do país, que fazem parte dos Alpes Dináricos, a Montanha Kozjak / Maciço de Mosor (A Barreira Costeira) e a Cordilheira de Velebit (O Planalto da Lika), e depois chega na Montanha Mala Kapela (O Topo de Plitvice). De tirar o fôlego de tão bonito esse trajeto.
O Parque Nacional dos Lagos Plitvice é famoso por seus 16 lagos interconectados, e por mais de 90 cachoeiras deslumbrantes de águas azul-turquesa. 100% natural, moldado ao longo de milênios por um processo geológico vivo onde plantas e calcário criam barreiras de pedra em constante transformação.
Chegamos na entrada (2) do parque de Plitvička Jezera perto do meio dia, e já fomos comprar nossos ingressos.
Optamos pelo circuito Completo H, que teria duração de 4 a 6 horas e cobre as duas seções do parque. Começa na parte alta e faz a maior parte do trajeto descendo as montanhas. Acertamos! Anda bastante, quase 10km no total.
Estava bem frio, o que até foi bom, mais agradável para andar tanto, só as fotos que não ficam tão bonitas por causa da claridade menor.
Do estacionamento descemos até um ponto de bus, que leva até o primeiro ponto, bem ao alto da montanha, e dali começa a caminhada.
Essa placa do parque é legal para entender a formação, geográfica e geológica do local. São vários lagos em patamares diferentes e que formam as várias cachoeiras do conjunto.
Uma verdadeira obra de engenharia natural.
Os velinhos não são fracos, mesmo com a caminhada de quase 10km, espera do ônibus, fotos e filmagens, muitas, terminamos a visita pelas 16h, o que foi ótimo, pois ainda nos deslocamos até a cidade de Slunj (30km) para pernoitar.
Slunj é uma charmosa cidade histórica. O grande tesouro do município é o seu idílico bairro de Rastoke, carinhosamente apelidado de "As Pequenas Cataratas de Plitvice". Ali, o encontro dos rios Slunjčica e Korana cria um espetáculo natural com dezenas de quedas d'água, corredeiras e lagos borbulhantes que correm diretamente por baixo de pontes e quintais, moldando uma paisagem que parece ter saído de um conto de fadas. Suas pitorescas casas e moinhos de trigo do século XVIII e XIX, foram construídos em madeira sobre bases de pedra calcária.
Reservamos pelo booking o IRIS Room & Apartment, um quarto separado em uma casa familiar. O rapaz que nos atendeu, mora ali com pais e aluga alguns comodos, muito simpático nos deu todas as instruções em detalhes. Pegamos um que ficava no qeu deveria ser o sotão, mas devidamente reformado, com muito capricho em tudo.
Antes de passearmos pela cidade, procuramos na internet algum lugar para comer e passamos na frente desse restaurante na ida, Restoran Ambar. O acesso estava em obra e achamos que estaria fechado. Dei a volta e encontrei uma entrada, a Milene desceu e conversou com a atendente qie disse estar aberto normal. Fomos visitar a vila e depois voltamos.
O jantar foi outra atração a parte, um dos melhores da viagem, ficou fácil o top 5.
Pedimos um stinco de cordeiro ao vinho e um acompanhamento de cogumelos assados. A Mi foi de vinho e eu de cerveja escura, para variar.
Que delícia!
Destaque também para o atendimento, a moça era muito simpática, ao final nos trouxe de cortesia um licor muito gostoso típico.
Que dia, e noite, sensacional. Uma viagem por paisagens naturais e vilas medievais.
Acordamos bem cedo, tomamos um café no quarto e nos jogamos para estrada. Agora em direção ao norte da Croácia, mas ainda no Adriático, para a península da Ístria. Primeiro as paisagens de montanha, depois a chegada ao litoral.
Rodamos 250km, umas 3h30 de viagem, pois queríamos chegr cedo em Pula para aproveitar mais da cidade. Na entrada da cidade já tivemos a primeira surpresa, as placas quase todas em duas linguas, croata e italiano. A Ístria, que é o extremo noroeste da Croácia já está na fronteira com a Eslovênia e uns 30km somente de Trieste, já extremo nordeste da Itália.
Chegamos antes do meio dia e conseguimos antecipar o check-in no ap que reservamos, o Old City Romanitic Studios. Outro ótimo ap, tipo estúdio, muito confortável, com cozinha, em um prédio histórico bem ao centro.
A maior cidade da península da Ístria na Croácia. Após ser conquistada pela República Romana no século II a.C., a cidade foi elevada a uma colônia imperial estratégica sob o comando de Júlio César e do imperador Augusto.
Foi nessa era de ouro, no século I d.C., que Pula ganhou seus monumentos mais grandiosos como o Anfiteatro de Pula (Arena), o Templo de Augusto e do Arco dos Sérgios, consolidando-se como um próspero centro urbano e militar no Adriático.
Com a queda do Império Romano, a cidade enfrentou séculos de instabilidade e, ao ser integrada à República de Veneza no século XIV, entrou em um longo e severo declínio marcado por guerras e epidemias de peste que quase a despovoaram.
A grande reviravolta ocorreu no século XIX, quando o Império Austro-Húngaro assumiu o controle e transformou Pula em sua principal base naval, desencadeando um renascimento industrial e demográfico que mesclou a arquitetura vienense às ruínas clássicas.
Pula é literalmente um museu em céu aberto. Ao andar nas ruas, pedaços da história estão ali dispostos. Lembra demais a Itália.
O primeiro lugar que fomos conhecer foi a Citadel, Kastel, a Fortaleza. A vista 360° da cidade é muito legal, dá uma ótima noção do quanto o local todo era estratégico na história.
Mas o mais interessante, ou para nós o mais impactante, pois foi a primeira vez que vimos algo parecido foi a Zerostrasse. Não tínhamos pesquisado muita coisa sobre Pula, então ali tudo era totalmente novidade. Vimos um elevador, entramos e descemos, e acessamos uma rede de túneis militares.
A Citadel, é uma fortaleza barroca em formato de estrela que fica na colina mais alta do centro histórico, resumindo em suas fundações todas as camadas da história da Ístria. O topo estratégico foi inicialmente um reduto da tribo pré-romana dos Histros, transformado em acampamento militar pelos romanos e, na Idade Média, em castelo da tirânica família nobre Castropola. A imensa estrutura que vemos hoje, contudo, foi encomendada pela República de Veneza em 1630 com planta quadrangular e quatro bastiões pontiagudos projetados para resistir a canhões, erguido em parte com pedras saqueadas de um antigo teatro romano vizinho.
Ao longo do século XIX, o Império Austro-Húngaro assumiu e modernizou o complexo para integrá-lo ao sistema de defesa de Pula, que havia se tornado sua principal base naval, mantendo utilidade militar até o fim da Segunda Guerra Mundial. Tem conexão direta com a Zerostrasse, a rede de túneis subterrâneos austro-húngaros que corta as entranhas da colina.
A Zerostrasse é um complexo de túneis militares subterrâneos escavados pelo Império Austro-Húngaro no início do século XX, projetado para servir como abrigo antiaéreo para mais de 50 mil pessoas. Composto por galerias dispostas em formato de estrela que convergem para um salão central a partir de quatro entradas distintas ao redor da colina da Citadel.
Sensacional! Pedi um polvo e a Mi peixe. Estavam perfeitos, fresquíssimos, no ponto correto, bem temperados. Recomendamos.
Os túneis seguem até saídas para a cidade, são quatro. Saímos por uma delas e continuamos a caminhar até chegarmos perto do Zgrada tržnice, Mercato cittadino, Mercado da cidade. Ali já tínhamos marcado um restaurante que vimos um viajante do youtube comer e elogiar, Restoram Furia.
Quando comentei que Pula e um museu a céu aberto, não é força de expressão, é literal. A imagem anterior é do Četvrt Sv. Teodora (Bairro de São Teodoro), que esta ali, no meio da rua exposto. Ruínas de habitações da tribo pré-romana dos Histros, um quarteirão residencial romano (insula) com termas e vilas ricamente decoradas com mosaicos e estruturas medievais e renascentistas.
A Agripinina kuća, Casa de Agripina, um sítio de 550 metros quadrados que revela cerca de 3.000 anos de história urbana sobreposta. O local foi batizado em homenagem a Agripina Menor, uma das mulheres mais poderosas e temidas do Império Romano, irmã de Calígula, esposa de Cláudio e mãe de Nero. Durante o século I d.C., o espaço funcionava como uma luxuosa capela (sacellum) dedicada ao culto da família imperial, ostentando paredes revestidas de mármore e pisos com mosaicos coloridos, onde arqueólogos descobriram, na década de 1980, um busto de mármore perfeitamente preservado da própria Agripina.
As ruínas ficaram expostas ao público após o prédio austríaco que ficava acima delas ter sido destruído por bombardeios na Segunda Guerra Mundial.
O Templo de Augusto, Augustov hram, é um monumento romano localizado no Fórum central da cidade. Construído entre o ano 2 a.C. e 14 d.C., ele foi dedicado ao primeiro imperador romano, Augusto, e à deusa Roma, destacando-se por seu imponente pórtico sustentado por seis colunas coríntias de pedra calcária branca. Ao longo de seus dois mil anos, o edifício demonstrou uma incrível capacidade de sobrevivência: passou de templo pagão a igreja cristã e, mais tarde, a armazém de grãos, até ser quase totalmente destruído por um bombardeio aliado na Segunda Guerra Mundial em 1944. Foi reconstruído minuciosamente pedra por pedra por arqueólogos logo após o conflito.
O Mozaik - Kažnjavanje Dirke, Mosaico, A Punição de Dirce, é um dos tesouros arqueológicos romanos mais impressionantes da Croácia, consistindo em um monumental painel de piso do século III d.C. que cobre 65 m2. Descoberto por acaso sob os escombros de uma casa destruída pelos bombardeios da Segunda Guerra Mundial em 1944, o mosaico retrata a cena mitológica grega na qual os irmãos Anfíon e Zeto amarram a rainha Dirce aos chifres de um touro selvagem como punição por ter atormentado a mãe deles, Antíope.
Anfiteatro de Pula, Arena, o sexto maior anfiteatro romano do mundo, destacando-se como o único a preservar suas quatro torres laterais e as três ordens de fachadas externas inteiramente intactas. Mandado construir pelo primeiro imperador romano, Augusto, no século I a.C. (por volta do ano 2 a.C. a 14 d.C.) em pedra calcária branca, o complexo tinha capacidade para 23 mil espectadores e serviu de palco para combates de gladiadores e lutas de feras. Ampliado mais tarde pelo imperador Vespasiano (o mesmo imperador que iniciou a construção do famoso Coliseu de Roma), por volta do ano 79 d.C.
Mas o dia ainda não tinha terminado, passamos em uma conveniência muito boa bem perto do apartamento e compramos alguns bons produtos italianos para fazer um jantar.
A região ali é de trufas e azeites, uma pena que não tínhamos como trazer nada pois estávamos viajando na base mochilas, e o espaço estava bem restrito.
Um marca muito boa chamou atenção lá, Pietro & Pietro :)
A Mi fez uma espetacular massa com manteiga e trufas, acompanhei com uma cerveja artesanal que estava também sensacional.
Na sexta, 24abr, logo cedo tomamos o café e seguimos viagem, antes paramos em um local pouco divulgado, mal aparece no mapa, o Forte San Giorgio. Uma fortificação militar austro-húngara construída entre 1852 e 1854 no topo da colina de Monte Ghiro. Uma pena estar abandonado, pois me parece que a parte interna é muito bonita. Sento falta do drone :(
Bora pra pista, agora para entrar em um novo país, a Eslovênia. Mas depois retornaríamos a Croácia em Zagreb... então se quiser vai lá ver o relato da Eslovênia e depois volta aqui.
A foto parece que estávamos de moto, infelizmente, ou felizmente, não... mas mesmo assim adoramos ver o pessoal de moto curtir as estradas lá, pode ser que façamos mais a frente.
A capital da Croácia, nasceu na Idade Média a partir de dois assentamentos rivais situados em colinas vizinhas: Gradec, uma comunidade fortificada de artesãos e mercadores, e Kaptol, o centro religioso e sede do bispado fundado em 1094. Após séculos de conflitos e disputas territoriais entre as duas colinas, as vilas uniram-se formalmente em 1850 sob o nome de Zagreb, impulsionando um rápido desenvolvimento urbano que moldou a sua elegante arquitetura austro-húngara da "Cidade Baixa" (Donji Grad) durante os séculos XIX e XX. Tendo sobrevivido a terremotos devastadores em 1880 e em 2020, e após atravessar as turbulências políticas como parte do Império Habsburgo, do Reino da Iugoslávia e da Iugoslávia socialista pós-Segunda Guerra, a cidade consolidou-se em 1991 como a capital de uma Croácia independente.
Depois de conhecermos a Eslovênia, retornamos ainda de carro para a Croácia, para Zagreb, são apenas 150km pelas autoestradas. Dessa vez resolvemos para se hospedar, pegar algo perto do aeroporto, pois tínhamos que devolver o carro e também pegar avião para retornar a Varsóvia em dois dias. Reservamos um quarto na cidade (quase bairro) vizinho, Velika Gorica. Foi uma casa de família, separado, no andar superior, enorme. Nada sofisticado, mas tudo muito limpo, confortável. Teve até uma situação interessante, depois de acomodados vimos que não tinha frigobar, e estava um pouco quente, então pedimos para a moça que cuidava se tinha algum outro quarto com frigobar, que pagaríamos a diferença e tal. Poucos minutos depois ela chega com um frigobar novinho para instalar no quarto. No booking o quarto está como Near airport Zagreb 3, WiFi, Netflix, Self check in, foram duas diárias, €59 cada.
Ainda de carro fomos conhecer o centro de Zagreb. Meio estresse de carro, por causa de estacionamento, lá tem um esquema de zonas, e conforme mais perto do centro é menos tempo. Deixamos atrás da estação de trem e não tinha parquímetro ali, então fomos andando para ver se encontrava algum, e não encontrei. Aí entrei no app da cidade e fiz o cadastro e paguei por lá, na esperança de já ter sido multado.
A arquitetura da cidade baixa realmente entrega que foi de domínio austro-hungaro. Atravessamos uma grande praça de uns três quarteirões, com o teatro e outros prédios exuberantes. Aí chegamos na movimentada praça central da cidade baixa, a Praça Ban Jelačić (Trg bana Josipa Jelačića), que divide a cidade alta da cidade baixa.
Fomos até a Rua Tkalčićeva (Tkalčićeva ulica), fica no coração da Cidade Velha, onde antigamente corria um riacho que dividia as colinas históricas de Gradec e Kaptol. Com as casinhas coloridas do século XIX que hoje são restaurantes, bistrôs, bares de cerveja artesanal e cafés com mesas ao ar livre. É o lugar perfeito para o seu blog recomendar quem quer jantar ou curtir a atmosfera vibrante da cidade sem se preocupar com carros!
Como a fome bateu, já era umas 15h30, paramos em um dos restaurantes, mais estilo fast food, para pegar um delicioso Cevapi e uma cerveja escura.
Depois continuamos o passeio. Era sábado, então estava um tanto quanto muvucado por ali, mas mesmo assim é um lugar bastante agradável.
Voltamos para Velika Gorica, dia cansativo. Pegamos uma sacola de roupa suja e fomos até uma lavanderia self service, no centro da cidade. Estava cheia, então na frente, na praça, paramos em um restobar para matar um tempo, tomando uma boa cerveja regional.
É muito comum os europeus fazerem happy hour, casais, amigos e famílias.
Depois da lavanderia fomos jantar. Eu de novo fui de Cevapi e a Mi uma sopa. Por ser um sábado, estava tudo muito tranquilo. Achamos que o pessoal dali devem ir para Zagreb curtir o sábado a noite, pois é muito perto.
Viagem se aproximando do fim... 26abr, domingo, voltamos para o centro ainda de carro, pois a reserva era até final do dia. Deixamos agora o carro em uma zona 3 que aos domingos não paga, mais a oeste do centro, mas perto.
Pegamos um atalho bem interessante, o Túnel Grič. O túnel algumas saídas, mas nem sei se estão todas abertas, seguimos reto até o final.
O Túnel Grič é um túnel subterrâneo localizado sob o centro histórico de Zagreb, construído em 1943, durante a Segunda Guerra Mundial, pelo governo fascista da época para servir como abrigo antiaéreo para os cidadãos e novamente como abrigo durante a Guerra de Independência do país. Após passar anos fechado e abandonado, o túnel foi totalmente revitalizado e reaberto ao público em 2016.
Nossa ideia era almoçar em um bom restaurante, e tinha selecionado o Stari Fijaker, que é muito bem avaliado. Mas... como não fizemos reserva, sem chance, mesmo estando bem vazio na hora que chegamos, não teve como.
Então fomos andar até encontrar um, mas em outra direção. Andamos pela Trg Petra Preradovića, Praça Petra Preradovića, mais conhecida como a Praça das Flores.
Tem uma linda Catedral, shoppinge vários cafés e restaurantes. Por sinal, muito mais cafés, foi difícil encontrar um que servisse pratos, almoço.
Mas encontramos um, que apesar do preço mais alto, estava muito agradável e ótima comida.
Pedimos dois pratos, que estavam muito bem servidos. Um tinham vários tipos de comida tradicional dos balcãs, cevapi, linguiça, e outros que não recordamos o nome, mas acho que era um burek de queijo.
O outro era um Štrukli, uma massa recheada com queijo cottage e creme de leite, assada.
Já eram quase 15h quando terminamos, então resolvemos ir devolver o carro no aeroporto. Foi um bom trabalho.
Chegar até o aeroporto de carro até foi tranquilo, a cidade de Zagreb é muito bem estruturada, avenidas grandes, fluxo muito tranquilo, e o aeroporto fica fora de Zagreb, facilitando ainda mais.
Entrega tranquila do carro e fomos de volta pro quarto, aí... Quem nunca... Pegamos o ônibus certo, mas sentido errado. Pior que a primeira parada foi longe pra caramba. Descemos e atravessamos a pista (rodovia) e ficamos uns 20min esperando o outro ônibus, era domingo. Mas tudo certo.
A noite, domingo, sem carro, poucas opções perto do quarto, tinha um Mc Donalds que nos salvou. Legal que lá servem cerveja, e das boas.
No outro dia nosso voo para Varsóvia foi as 11h25, mas como de costume saímos mais cedo para chegar com tranquilidade ao aeroporto.
Como é o retorno vou continuar o relato nessa página da Croácia mesmo, mesmo indo para outro país antes, na realidade para dois, pois o voo saiu de Zagreb e ainda fez uma parada em Viena, com troca de aeronave, chegando em Varsóvia as 14h15.
Para quem está nessa página sem antes ver toda nossa viagem, chegamos do Brasil em Varsóvia, então tem todo o relato nessa página: clique aqui
Dessa vez em Varsóvia também optamos por um hotel perto do aeroporto, o Sound Garden Hotel Airport, muito bom também, destaque para o café da manhã, caprichado.
A tarde saímos e fomos para o centro novamente, curtir a maravilhosa Varsóvia.
Demos uma boa pernada pelo centro. Estava bem frio de novo, então claro que não faltou um bom café pelo caminho. Quando foi umas 18h voltamos lá naquele restaurante, o Bazyliszek Stare Miasto, que fomos na primeira visita a cidade.
Dessa vez pedimos um delilcioso schnitzel e os deliciosos pierogs, dessa vez fritos.
Antes de voltar para o hotel ainda passamos na confeitaria Luca para pegar uns doces para a noite.
Varsóvia não é só prédio antigo, também é moderna.
Nosso voo de Varsóvia para Lisboa foi na terça, 28abr, 13h05, chegando as 16h30.
Nossa ideia era sair do aeroporto e dar um pulo no centro de Lisboa, mas um pessoal da segurança (brasileiros) aconselharam não sair por causa das longas filas no raio-x, que depois não teve nenhuma :(
Aproveitamos para comer um bolinho de bacalhau e um sande e mais tarde fomos para a sala vip. O voo de Lisboa até Guarulhos foi 23h30, chegando 5h50 do dia 29abr.
O Igor, nosso genro foi nos buscar no aeroporto e fomos pro ap deles. As cachorras nem fizeram tanta festa, afinal foram mimadas a extremo por lá.
No dia seguinte, 30abr, voltamos para Blumenau, bem de boa, estrada tranquila.
Agora é organizar a próxima viagem!